domingo, 2 de janeiro de 2011

SENSACIONAL A EDIÇÃO ITABIRA 35 ANOS

Visto que nenhuma entidade governamental se dignou a lançar uma edição comemorativa dos 35 anos de criação do mais paraibano dos personagens em Quadrinhos, nem mesmo a secretaria de cultura de João Pessoa, que poderia fazê-lo aproveitando o ensejo dos 425 anos de fundação da capital paraibana, enfim, como nenhuma autoridade se deixou comover por isso, coube a um dos criadores daquele personagem, Emir Ribeiro, fazê-lo por conta própria. Sorte nossa, a chance de ter em mãos uma edição tão especial como Itabira – 35 anos (22,5cm por 15cm, capa colorida couchê cartonada com 80 páginas de miolo em p&b-tons de cinza, formato de livro), reapresentando os mais importantes momentos na trajetória deste personagem, um índio tabajara vivendo em terras paraibanas nos primórdios da colonização européia. Criado em 1975 por idéia de Emílson Ribeiro (professor de História e advogado) e desenho de seu filho Emir Ribeiro, em Itabira 35 anos podem ser vistas e apreciadas desde as primeiras tiras de jornal bem como as histórias publicadas em fanzines e edições especiais, lançadas até meados da década seguinte a da criação do personagem. De Itabira surgiu também a série em Quadrinhos da História da Paraíba, igualmente mostrada nesta indispensável edição comemorativa. E que ainda conta com um ilustrador convidado muito especial, o gaúcho Aílton Elias Gonçalves, ele que é o autor das aventuras da Brigada das Selvas, e que também desenhou o Itabira. Apresenta ainda textos dos autores sobre a trajetória do personagem em publicações impressas, bem como sobre a História do Estado da Paraíba. Ler este álbum é uma excelente oportunidade para rever e reconhecer o entusiasmado talento do jovem Emir Ribeiro (que produziu as HQs aqui reunidas dos 16 aos 21 anos), e melhor apreciar o texto riquíssimo e enxuto do roteirista sr. Emílson Ribeiro. Imperdível. emir_ribeiro@yahoo.com.br / http://www.emirribeiro.com.br/

2 comentários:

Laerçon Blues Man disse...

É incrivel como as coisas que se relacionam com cultura se ficar na mão do governo não decola de jeigo nennhum. Temos que ficar sempre na espectativa de uma iniciativa indepedente até pra isso. Isso é BRASIL ZIL ZIL!

Emir disse...

Pois é, amigo Salles.
Assim como desisti dos "editores" em 1998, agora estou desistindo dos "fundos de incentivo à cultura" ou "lei de incentivo à cultura". Se já há tempos eu faço edições com dinheiro do próprio bolso, agora sim, será uma constante. "35 anos de Itabira" foi minha última tentativa com essa curriola (o projeto foi rejeitado pelo Fundo de Cultura da Prefeitura de João Pessoa).
Caso eu fosse um cantor de axé bahiano, pagode ou funque, com mais um grupo de pessoas rebolando em um palco, conseguiria patrocínio imediatamente.Afinal, o povo gosta mesmo de pão,circo, pantomimas e gente saltitando e berrando baboseiras em um palco.
Livros e quadrinhos são produtos supérfluos e para um grupo elitizado. Ler e adquirir cultura de verdade nunca foi importante oara o Brasil. Por isso, os governos tendem a apoiar e financiar aquilo que a turba descerebrada adora.
Enfim. De qualquer modo, me viro muito bem sem recorrer ou precisar dessa canalheira política.
Grato pela divulgação do material, e um grande abraço.
Emir