Mas que maravilha o quinto número da Coleção Mestres do Quadrinho Nacional,
edição do longevo fanzine O Castelo de Recordações, do editor
capixaba José Magnago, a primeira edição abordando a obra de José Menezes. De
fato, na última página já se anuncia a segunda parte pois, afinal de contas, 58
páginas em papel sulfite não são suficientes para se abordar toda a profícua
carreira desse grande artista dos Quadrinhos brasileiros. E é o próprio Menezes
quem conta sua História, através da reprodução de diversas cartas de sua
autoria enviadas a Magnago – cartas onde Menezes expressa também sua admiração
e amizade por alguns colegas e amigos que igualmente deixaram sua marca na
História da HQ, como os saudosos Gutemberg Monteiro e Márcio Costa. Tendo
passado pelas grandes editoras nacionais, a RGE, Ebal, Vecchi e Bloch, Menezes
criou e/ou ilustrou diversos personagens & estilos marcantes em sua
carreira, do terror ao religioso, do Jim
das Selvas aos vampiros, do Robin
Hood ao Kung Fu. Magnago reuniu
uma série de imagens de capas & páginas produzidas por Menezes – e não só
aquelas pelas quais ficou mais conhecido, com os personagens clássicos (Fantasma, Jim das Selvas e Robin Hood)
mas especialmente de dois gibis, duas pequenas pérolas lançadas pela Bloch nos
anos 70, e que hoje são disputadas a tapa por colecionadores (a propósito, este
colecionador que vos escreve seria capaz de levar e dar uns tapas por esses
gibis, também). Como bem se lembram os mais experientes, 1977 marcou o
falecimento de dois ícones da cultura pop, o cantor Elvis Presley e o ator John
Wayne, e ambos ganharam homenagens quadrinizadas pela Bloch, ambas produzidas
por José Menezes. Por isso o editor, os colaboradores e os fiéis leitores da
Júpiter II, nós que procuramos conhecer e respeitar a História dos Quadrinhos
brasileiros e seus autores, ficamos muito contentes e lisonjeados com a
presença de José Menezes em nossas publicações, seja com as Histórias Sagradas, seja com o Tormenta, seja com o Flecha Ligeira – e vem por aí uma
surpresa e tanto ilustrada pelo Menezes, que não vou contar agora, mas aguardem
que vocês não perdem por esperar! Talvez saia ainda neste semestre! Enquanto
isso, corram pedir essa edição de O
Castelo de Recordações para o editor José Magnago – não, ele não tem
e-mail, então preguiçoso não tem vez, só mesmo escrevendo cartas e indo até os
correios para postá-las: rua Jerônimo Ribeiro n. 117 (bairro Amarelo) –
Cachoeiro de Itapemirim/ES – CEP: 29304-637. (JS) PS: lamentável o pífio, raso, chucro
verbete dedicado ao José Menezes numa enciclopédia de Quadrinhos lançada
recentemente. O homem por aí, vivinho da silva, produzindo sem parar, e não se
deram nem ao trabalho de procurá-lo para lhe perguntar a data de nascimento!
Preguiça, descuido ou desrespeito dos autores-organizadores? Se me derem um
exemplar dessa enciclopédia vai direto pro lixo!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
MÁRCIO SNO LANÇA A TERCEIRA PARTE DO DOCUMENTÁRIO FANZINEIROS DO SÉCULO PASSADO
Já comentei anteriormente sobre os documentários
produzidos, organizados e dirigidos por Márcio Sno (podem relembrar desse
comentário aqui: http://www.jupiter2hq.blogspot.com.br/2012/05/marcio-sno-e-os-fanzineiros-do-seculo.html).
Recebo pelos correios a terceira parte do documentário Fanzineiros do Século Passado,
indispensável para aqueles que se interessem pela produção off-mídia dos anos 90
pré-internet. Mais uma vez o dvd vem acompanhado por um fanzine-encarte, donde
vou extrair alguns trechos que por si só explicam a importância do projeto:
-
Márcio Sno é paulista, nasceu em 1975 e, desde então, é aquariano e corinthiano
(nota
do blogueiro: ninguém é perfeito...)
(...) em 2005 lançou a cartilha Fanzines de Papel (que teve edição revista e
ampliada em 2007), que servirá de base para um futuro livro. A partir das
pesquisas iniciadas com essa cartilha, passou a produzir a trilogia Fanzineiros
do Século Passado.
Confiram agora declarações do próprio Márcio a
respeito de seu projeto:
-
O que era uma simples pesquisa transformou-se em algo muito além do que eu
poderia imaginar. Rendeu-me 3 capítulos de uma série de documentários que
aborda a produção dos fanzines no Brasil por vários ângulos. (...) Não falou
sobre tudo. Nem deveria. Nem teve essa intenção. A idéia era mesmo puxar a fila
para que mais pessoas produzissem documentários com essa temática. (...) O
único objetivo foi documentar o que se fez e se faz no fanzinato nacional. Sem
amarras, sem ideologias, sem partidarismo, sem precisar pisar em cima de
alguém. Registrar esse jeito peculiar de se comunicar, de se formar redes, de
fazer as pessoas se movimentarem, de promover cultura, de se expressar. (...)
Tudo
isso alcançado com pleno êxito, em documentários filmados e editados com todo
capricho e profissionalismo. Contatos com meu velho amigo e parceiro Márcio Sno
em marciosno@gmail.com
(JS)
100 VEZES ICFIRE!!!
E saiu o tão esperado centésimo número do IcFire, personagem criado pelo
potiguar Chagas Lima – um feito notável, uma coleção de um personagem
independente, de um fanzineiro, atingir a centésima edição! Parabéns ao colega
e amigo Chagas Lima, antes disso já um grande vitorioso nessa empreitada! E
este número 100, como não poderia deixar de ser, está muito, muitíssimo
especial, com polpudas 100 páginas, sendo 24 delas em cores. São
muitos os destaques, a começar pela primeira HQ da edição, colorida, mostrando
o próprio autor narrando os principais acontecimentos na vida de seu
personagem. Em cores também uma galeria com as mais importantes capas da
coleção, comentadas pelo autor. E outras HQs no decorrer das páginas, além de
diversas ilustrações de Chagas, de seu irmão Assis e de vários artistas do meio
independente, como Riccelle Sullivan Suád, Dennis Oliveira, Emerson Lino, Tony
Machado, Paulo Miguel dos Anjos, apresentando os vários encontros do herói do
fogo e do gelo com outros heróis brazucas – pô, Chagas, só faltou lembrar
aquele incrível encontro com o Máscara Noturna...
Parabéns, IcFire, parabéns Chagas Lima! Que a
odisséia esteja apenas começando! E venham mais cem números! (JS)
OITAVO NÚMERO DO FANZINE DO ÁTOMO PELO NOVO SISTEMA
Cooperativa de Quadrinhos Novo Sistema lançando o
oitavo número do fanzine do Átomo (1/2 A4, 12 páginas p&b),
apresentando a HQ ‘Ponto de Vista’, produzida por Riccelle Sullivan Suád com a
colaboração de Zílson ‘Zeck’ Costa. Estranhos abalados ocorrem por todo o
planeta – terá o Átomo alguma coisa a ver com isso? Muitas surpresas ainda por
vir. Mais informações no blog do Homem Camaleão, www.homemcamaleao.blogspot.com
– visitem as comunidades do Novo Sistema no Orkut e no Facebook. (JS)
segunda-feira, 29 de abril de 2013
MUITAS ATRAÇÕES NOSTÁLGICAS NO 16o. NÚMERO DE RAIO NEGRO SUPER-HERÓI!
E lá vamos nós com mais uma incrível edição de Raio Negro Super-Herói, apresentando mais três aventuras nostálgicas em Quadrinhos, oriundas da incansável criatividade de Gedeone Malagola. Temos nas páginas que seguem uma aventura do Raio Negro, uma do Homem Lua e outra da Patrulha do Espaço. A HQ do Raio Negro presente nesta edição, publicada originalmente pela Gráfica & Editora Penteado (GEP) numa edição especial com personagens da Marvel Comics, foi gentilmente enviada pelo colega Márcio Baraldi (ele mesmo, o irreverente cartunista e quadrinhista criador do Roko Loko, Rap Dez e outros conhecidos personagens). Deixemos que o próprio Baraldi explique: "esse foi o último gibi da GEP com os X-Men, é um almanaque só com HQs inéditas (três dos X-Men de Jack Kirby, uma do Capitão Mar-Vell e essa do Raio Negro). Não tem data mas deve ser de 1972, ano em que a GEP parou de editar Quadrinhos devido a implicância da censura. Portanto esta deve ser a última ou uma das últimas HQs do Raio Negro. Das duas uma: ou estava engavetada e o Miguel Penteado a encaixou nesse almanaque para completar o número de páginas, ou o Gedeone a fez sob encomenda para completar a edição".
A aventura do Homem Lua, por sua vez, foi extraída do Almanaque Do Raio Negro (a capa deste referido almanaque – arte de Sérgio Lima – nós mostramos na edição n.9 do Raio Negro pela Júpiter II, abril de 2009), uma reunião de exemplares reunidos numa única edição – os famosos ‘encalhes’, almanaques assim eram prática comum no mercado editorial brasileiro nas décadas passadas. Não consegui encontrar a data exata nem do almanaque, nem mesmo da edição original do Raio Negro onde foi publicada a HQ do Homem Lua presente neste número, mas é certo que saíram no quarto final da década de 60 do século passado. A propósito, falando em almanaques, uma errata se faz necessária: conforme me avisa o mesmo Márcio Baraldi, o Superalmanaque do Raio Negro para 1968 não foi um almanaque de encalhes, mas sim de aventuras inéditas, que ainda não haviam sido publicadas na coleção regular do Raio Negro pela GEP. Portanto, está incorreto o que escrevi no editorial de Raio Negro n.14, da Júpiter II (abril de 2012), onde reapresentamos uma HQ do referido Superalmanaque e mostramos a capa (arte de Gedeone Malagola). Outras aventuras daquela super-edição serão republicadas por nós, se Deus quiser.
E por fim temos a Patrulha do Espaço, reunião de heróis espaciais criados por Gedeone Malagola para a Editora Júpiter de Auro Teixeira, ainda nos primeiros anos da década de 50 do século XX. A história aqui republicada saiu originalmente na revista da Editora Júpiter Capitão Wings n.3, de fevereiro de 1953. Mais uma vez rogamos pela compreensão dos leitores dos dias de hoje, para que não sejam tão rigorosos com o autor, que na ocasião iniciava nos gibis e agia de acordo com as características do mercado editorial brasileiro daquela época, quando a ordem era copiar o máximo possível o estilo dos comics norte-americanos, que eram os mais vendidos nas bancas. Por isso a influência mais do que óbvia de Milton Caniff, especialmente de uma aventura publicada num gibi de Terry & Os Piratas. Curioso é que, para desenhar o vilão da história (Slits no original, rebatizado como Nilats por Gedeone), o autor mudou um pouco o modelo dos óculos – mas voltou a usar os óculos quase idênticos aos do Slits para um outro personagem seu, lançado mais de uma década depois: ele mesmo, o nosso Raio Negro – o próprio Gedeone Malagola nos explicou como isso ocorreu, na crônica publicada no sexto número de Raio Negro pela Júpiter II, de maio de 2008, capa do mesmo Adauto Silva que ilustra esta décima sexta edição.
E com este 16º. número do Raio Negro pela Júpiter II, superamos os números publicados pela gloriosa GEP, de Miguel Penteado. Ele e o amigo Gedeone Malagola devem também estar felizes com isso, lá no mundo espiritual. (JS)
A aventura do Homem Lua, por sua vez, foi extraída do Almanaque Do Raio Negro (a capa deste referido almanaque – arte de Sérgio Lima – nós mostramos na edição n.9 do Raio Negro pela Júpiter II, abril de 2009), uma reunião de exemplares reunidos numa única edição – os famosos ‘encalhes’, almanaques assim eram prática comum no mercado editorial brasileiro nas décadas passadas. Não consegui encontrar a data exata nem do almanaque, nem mesmo da edição original do Raio Negro onde foi publicada a HQ do Homem Lua presente neste número, mas é certo que saíram no quarto final da década de 60 do século passado. A propósito, falando em almanaques, uma errata se faz necessária: conforme me avisa o mesmo Márcio Baraldi, o Superalmanaque do Raio Negro para 1968 não foi um almanaque de encalhes, mas sim de aventuras inéditas, que ainda não haviam sido publicadas na coleção regular do Raio Negro pela GEP. Portanto, está incorreto o que escrevi no editorial de Raio Negro n.14, da Júpiter II (abril de 2012), onde reapresentamos uma HQ do referido Superalmanaque e mostramos a capa (arte de Gedeone Malagola). Outras aventuras daquela super-edição serão republicadas por nós, se Deus quiser.
E por fim temos a Patrulha do Espaço, reunião de heróis espaciais criados por Gedeone Malagola para a Editora Júpiter de Auro Teixeira, ainda nos primeiros anos da década de 50 do século XX. A história aqui republicada saiu originalmente na revista da Editora Júpiter Capitão Wings n.3, de fevereiro de 1953. Mais uma vez rogamos pela compreensão dos leitores dos dias de hoje, para que não sejam tão rigorosos com o autor, que na ocasião iniciava nos gibis e agia de acordo com as características do mercado editorial brasileiro daquela época, quando a ordem era copiar o máximo possível o estilo dos comics norte-americanos, que eram os mais vendidos nas bancas. Por isso a influência mais do que óbvia de Milton Caniff, especialmente de uma aventura publicada num gibi de Terry & Os Piratas. Curioso é que, para desenhar o vilão da história (Slits no original, rebatizado como Nilats por Gedeone), o autor mudou um pouco o modelo dos óculos – mas voltou a usar os óculos quase idênticos aos do Slits para um outro personagem seu, lançado mais de uma década depois: ele mesmo, o nosso Raio Negro – o próprio Gedeone Malagola nos explicou como isso ocorreu, na crônica publicada no sexto número de Raio Negro pela Júpiter II, de maio de 2008, capa do mesmo Adauto Silva que ilustra esta décima sexta edição.
E com este 16º. número do Raio Negro pela Júpiter II, superamos os números publicados pela gloriosa GEP, de Miguel Penteado. Ele e o amigo Gedeone Malagola devem também estar felizes com isso, lá no mundo espiritual. (JS)
quinta-feira, 18 de abril de 2013
REVISTA STIGMA - TERROR, FICÇÃO & AVENTURA
Revista de quadrinhos no gênero: terror, ficção cientifica e
aventura.
Edição de lançamento nº01 contendo 6 histórias e 3 matérias.
-A primeira matéria fala sobre zumbis no cinema e nos quadrinhos,
escrita por Leo Weber.
-A segunda matéria relembra as obras em quadrinhos de
Ofeliano de Almeida, Escrita por Leo
Weber.
-A terceira matéria é sobre a tumba de Drácula, escrita por Paulo Castilho.
Nesta edição temos a volta de um veterano dos quadrinhos de
terror , aventura e western, o mestre Dag Lemos com a HQ de terror “A ilha dos
3 enforcados”.
Também teremos a
participação do artista Irapuan
Luiz com a hq “ A cura”, Irapuan
já teve trabalhos publicados na revista Hevy Metal fantasy magazine americana.
Edição em formato grande tamanho 19x29
Capa em papel couche
com pintura do artista William Soares.
Miolo em p/b. 56 páginas com excelentes trabalhos de artistas
nacionais.
Revista bimestral. Preço de lançamento R$12,00.
Pode ser adquirida de forma direta pelo email: inkbloodcomics@gmail.com
Stigma é uma publicação da editora cultura e quadrinhos com o
selo ink blood comics.
A ideologia da editora cultura e quadrinhos para revista Stigma, é trazer de volta boas
HQs de terror e ficção como aconteceu nos anos 80, mas também terá boas HQs
modernas com autores variados. Também editaremos HQs seriadas de ficção e
aventura na revista e esperamos que
grandes nomes do passado e atuais circulem pela nossa revista.
Este é mais um lançamento da editora Cultura e Quadrinhos no
seu selo adulto ink blood comics.
sábado, 13 de abril de 2013
FANZINE QI CHEGA NA 120o. EDIÇÃO
120.o número do fanzine QI, editado por Edgard
Guimarães, chega mais uma vez repleto de assuntos e curiosidades em generosas
36 páginas. Logo na esperada coluna ‘Heróis Brasileiros’, o personagem abordado
é Zodíako, de Jayme Cortez; em ‘Quadrinhos
Brasileiros Bissextos’, o foco são os álbuns em Quadrinhos abordando a época
das navegações e do descobrimento do continente americano; ‘Mistérios do
Colecionismo’ apresenta as edições que foram divulgadas mas jamais lançadas.
Worney Almeida de Souza fala sobre o Almanaque
Rocky Lane (eu também já falei a respeito dele aqui: http://www.jupiter2hq.blogspot.com.br/2013/01/almanaque-rocky-lane-traz-de-volta.html)
e em sua coluna ‘Mantendo Contato’, sobre Histórias-em-Quadrinhos promocionais
para venda de alimentos. No ‘Depoimento do Editor’ a hora e a vez do paraibano
Henrique Magalhães, o autor da sublime Maria
e até hoje notável editor da independente Marca
de Fantasia, com centenas de títulos lançados nas últimas três décadas. O QI traz ainda outras atrações, como o
indefectível fórum de leitores, divulgação dos lançamentos independentes, e os
encartes, que estão se tornando a coqueluche da nova fase do QI (iniciada no
centésimo número): desta feita, mais dois ‘Cotidianos Alterados’, apresentando
cartuns do editor e crônicas sobre obras-primas das HQs, uma com os célebres The Katzenjammer Kids (mais conhecidos
entre nós como Os Sobrinhos Do Capitão)
de Rudolph Dirks, e o bem menos conhecido Wee
Willie Winkie’s World, de Lyonel Feininger. E, corroborando com o interesse
do editor por revistas de montar (tema que é objeto de debate entre Edgard Guimarães
e César Silva nesta edição) um encarte com um dadinho para recortar e montar.
Ufa, quanta coisa, hein? Pra quem não conhece, já passou da hora de conhecer o QI. (JS) edgard@ita.br
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