O quarto número de Chico Spencer pela
Júpiter 2 (21 cm x 15 xm, capa couchê colorida – arte e cores de Emmanuel
Thomaz – e 32 páginas p&b) apresenta
mais duas HQs escritas por José Salles e ilustradas por Thomaz: ‘Vingança’,
onde um padre tenta impedir derramamento de sangue; e ‘Domingo’, um fim de
semana na vida de um irritadiço Chico Spencer. Inclui ainda ilustrações por
Márcio Rogério Silva e Chagas Lima. De resto, o roteirista aproveita a chance
para homenagear algumas pessoas que são importantes em sua vida. smeditora@yahoo.com.br
(JS)
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
PERSONAGEM DE FERNANDO IKOMA GANHA ÁLBUM DE LUXO! MAIS DO QUE MERECIDO!
Olhem só que grata surpresa, um álbum de luxo (23 cm x 16 cm, 160 páginas, capa couchê cartonada e plastificada) com o personagem Fikom, criado por Fernando Ikoma para a Editora Edrel de Minami Keizi no crepúsculo da década de 60 do século passado – hoje um reconhecido artista plástico sessentão, o próprio autor se confessa surpreso de ver o personagem criado por ele há mais de 40 anos ter conquistado um público cativo. E a edição da Editora Kalaco faz jus a todo talento do grande artista, republicando cinco aventuras do herói onírico. Fikom (para quem ainda não percebeu, um anagrama do nome do autor) é o alter-ego do feioso e derrotado Mukifa, um jovem ultra-complexado que, ao comer uma maça, acidentalmente encontra um medalhão com poderes místicos que lhe permite, durante o sono, enquanto se encontra nas regiões oníricas (ou fora delas, em nossa realidade, como se constata numa das aventuras publicadas nesta edição), transformar-se no galante e bonitão Fikom, que rapidamente se enamora da linda Sandra – que por sua vez é alter-ego de Kátia, mocinha feiosa detestada por Mukifa, mas que, assim como ele, também encontrou um medalhão semelhante comendo maça, que a possibilitou sentir-se como Sandra no reino dos sonhos. E neste mundo extra-físico eles se apaixonam e enfrentam de tudo: seres espaciais, magos pérfidos, lindas guerreiras, reis medievais, duendes. Para enfrentar todos esses perigos, Fikom pode contar com os poderes de seu cinto, capaz de emitir poderosos raios gravitacionais ou desintegradores, bem como a capacidade de torná-lo invisível. Além das HQs memoráveis que revelaram o incrível talento e criatividade de Fernando Ikoma, e seus fascinantes desenhos que resultaram maravilhosos (a despeito da correria dos prazos naquela ocasião, que oprimiam os autores de Quadrinhos), a edição conta com ótima entrevista do autor, conduzida pelo irreverente Márcio Baraldi. A única coisa que destoa é a apresentação, pelo editor Franco de Rosa – melhor dizendo, não toda a apresentação, feita com texto muito bem escrito, conciso e completo a respeito do personagem e seu processo de criação; o lastimável é lido somente numa única frase do último parágrafo, que diz textualmente: Comparar Fikom com Sandman [de Neil Gaiman] é bobagem xenófoba. Pus o nome do autor entre colchetes, pois antes dele houve dois Sandmans, o primeiro criado em 1939 por Gardner Fox e Bert Christiman, e outro que apareceu um ou dois anos depois, por Joe Simon e Jack Kirby – como se vê, o sr. Gaiman usurpou o nome desses outros personagens; o conceito, usurpou do personagem de Fernando Ikoma. E confesso que me estarreceu essa afirmação lida na apresentação do álbum de Fikom. Então quer dizer que alguém que ache o Fikom melhor do que aquela chatice daquele Sandman do sr. Gaiman, é um xenófobo bobão? Quem foi que concedeu tamanha ‘infalibilidade’ a esse Sandman? E reparem que isso não foi escrito por um bocó qualquer, um desses idiotas anônimos que atuam na esgotosfera da internet, mas por alguém que a vida inteira editou, incentivou e apoiou artistas e personagens dos Quadrinhos brasileiros! Bem, não me importo de ser chamado de bobão xenófobo – bobão admito que sou mesmo, mas xenófobo é discutível, afinal, acabo de lançar um fanzine com 375 páginas a respeito do Gibi Semanal da RGE, e a imensa maioria das páginas fala sobre personagens estrangeiros dos comics – por isso digo aqui pra qualquer um que possa ler: acho que o Fikom de Fernando Ikoma é INFINITAMENTE melhor do que o Sandman aviadado de Neil Gaiman. Este último, pra ser bem sincero, acho UMA GRANDE MERDA, e jamais conseguirei compreender porquê faz tanto sucesso. Por isso, não tenham dúvidas: seja eu um xenófobo ou não, prefiro mil vezes o Fikom a essa GRANDE MERDA que é o Sandman do Neil Gaiman. www.editorakalaco.com.br (JS)
FANZINE QI PROSSEGUE COM TODO VIGOR!
Mais um número do revigorado fanzine QI, o 118.o (não vão se perder, hein? É centésimo-décimo-oitavo número!), mais uma capa do ilustrador e historiador dos comics Lancelott Martins, e 28 páginas cheias de atrações, destacando uma divertida crônica do editor Edgar Guimarães sobre a traiçoeira metátese, além das sessões habituais, sempre cheias de informações e curiosidades: em Mistérios do Colecionismo, Ed nos relembra dos antológicos livros de bolso do MAD; em Heróis Brasileiros – que esteve ausente na edição passada, felizmente retorna aqui em grande estilo, falando a respeito de um desconhecido clássico da HQ brasileira, João Tymbira (retratado na capa por Lance) – eu também já escrevi a respeito dele, confiram no meu outro blog: http://sallesfanzineiro.blogspot.com.br/2010/11/este-blog-pretende-humildemente-ser-uma.html ; temos também a coluna Mantendo Contato, assinada por Worney Almeida de Souza, destacando o War Man, um desconhecido personagem em Quadrinhos ilustrado por Watson Portela e criado por aquele ator que fazia o Bozo na televisão, Arlindo Barreto. Estão presentes também o fórum de leitores, divulgação de publicações independentes e o depoimento do fanzineiro Cláudio Rubin. E mais uma vez com brindes especiais: duas folhas do Cotidiano Alterado, comentando sobre raridades dos Quadrinhos (Sonhos De Um Comilão, de Winsor McCay e o entre nós inédito The Woozlebeats, de John Prentiss Benson) e de quebra, um criativo cartão de Natal – tá bom, eu sei que essa postagem deveria ter sido publicada antes do Natal, mas sabem como é, a preguiça... mas não tenham preguiça de conhecer o QI, contatando o editor Edgar Guimarães em edigar@ita.br (JS)
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
CORCEL NEGRO ESTÁ DE VOLTA!!!
Ultimamente vários leitores vinham me perguntando quando sairia mais um número do Corcel Negro, haja vista que a última edição publicada, a de n.5, datava de setembro de 2010. Durante a maior parte desta data até pouco tempo atrás, o criador e roteirista do personagem, o potiguar Alcivan Gamaleira vinha enfrentando alguns problemas particulares que o impediam de continuar com os projetos relativos ao Corcel Negro, mas felizmente o pior já foi superado e eis aí nosso bom Alcivan de volta ao personagem que é um dos mais queridos entre os fiéis leitores dos gibis com o selo Júpiter II. E para encerrar o ano com chave de ouro, apresentamos a sexta edição do Corcel Negro (21 cm x 15 cm, 28 páginas p&b), cuja bonita capa ilustrada e colorida por Wellington ‘Vulto’ Santos vocês podem apreciar acima. Ei, aposto que vários leitores devem ter pensado o mesmo que pensei agora mesmo, enquanto escrevo essas linhas: que tal um encontro entre o Vulto e o Corcel Negro, hein? Esta sexta edição apresenta mais quatro HQs com o mutante surdo-mudo, todas escritas por Gameleira, começando com aquela cuja capa faz referência: ‘Brutamontes’ (ilustrada por Eduardo Medeiros); segue com ‘Pau Dos Ferros’, onde Gamaleira aproveita para homenagear sua cidade natal homônima, contando um pedacinho de sua História – ilustrada por Jaílton João, dono de um traço muito curioso, que faz lembrar aquelas ilustrações dos livros de cordel; temos então aventura do Corcel Negro nos tempos do Império Romano: ‘César’, ilustrada por Antoniêto Pereira (Tiras vs. Monstros), mostrando o viajante do tempo numa arena romana diante de um tigre feroz; e finalmente, para fechar a edição de forma esplendorosa, ‘Aliado Da Noite’, onde o autor deixa fluir sua veia poética ilustrada pelo bonito traço de Orlando Maro. smeditora@yahoo.com.br (JS)
sábado, 8 de dezembro de 2012
CADA VEZ MELHOR O PODEROSO MÁXIMUS!
Vocês devem se lembrar de meu entusiasmo com o primeiro número de O Poderoso Máximus, personagem de HQ criado pelo paraense Alan Yango (se não se lembram, releiam aqui: http://jupiter2hq.blogspot.com.br/2011/04/o-poderoso-maximus-e-o-melhor.html). Pois agora tive a chance de conhecer os números 2 e 3, e o entusiasmo só fez aumentar! (ambos com o mesmo padrão gráfico do primeiro número: 22 cm x 15 cm, capa couchê colorida com 24 páginas p&b) Máximus é um super-herói quase tão poderoso quanto o Superman, invulnerável, com poder de vôo e força descomunal, mas que vive aventuras plenamente humanizadas. O segundo número (capa de Fábio Nahon, Alex Barros e André Ciderfao), apresenta a HQ ‘Vitórias e Reveses’, escrita por Yango e ilustrada pelo incrível Emmanuel Thomaz (de Chico Spencer, da Júpiter II), que na humilde opinião deste escriba é o ponto alto da coleção, até o momento.
Esta história, a propósito, tem o seu desfecho somente no terceiro número (arte da capa por Carlos Paul), com uma HQ feita a quatro mãos (Yango, Thomaz, Alex Barros e Alexandre Silva). Completa a terceira edição uma HQ de outra personagem, Ígnea (escrita por Alan Yango e ilustrada por Alexandre Silva), sobre uma jovem com poder de controlar o fogo. Eu preferiria mil vezes mais uma HQ do Máximus, mas o mais importante aqui é parabenizar Yango e seus super-parceiros, que nos proporcionaram estas três maravilhosas edições! Que venham as próximas! alanyango@gmail.com – yangoverso@hotmail.com – www.yangoverso.blogspot.com (JS)
Esta história, a propósito, tem o seu desfecho somente no terceiro número (arte da capa por Carlos Paul), com uma HQ feita a quatro mãos (Yango, Thomaz, Alex Barros e Alexandre Silva). Completa a terceira edição uma HQ de outra personagem, Ígnea (escrita por Alan Yango e ilustrada por Alexandre Silva), sobre uma jovem com poder de controlar o fogo. Eu preferiria mil vezes mais uma HQ do Máximus, mas o mais importante aqui é parabenizar Yango e seus super-parceiros, que nos proporcionaram estas três maravilhosas edições! Que venham as próximas! alanyango@gmail.com – yangoverso@hotmail.com – www.yangoverso.blogspot.com (JS)
COMANDO 5, DE ALAN GOLDMAN
Finalmente pude ler as três primeiras edições do Comando 5, produzido pelo estúdio Goldman Comics, capitaneado pelo talentosíssimo Alan Goldman. As histórias escritas por J.J. Marreiro (criador, roteirista e desenhista da célebre Mulher Estupenda) e ilustrada por Goldman e seus parceiros (Daniel Brandão, Nat Garcia e Julio Ferreira) apresentam um grupo de super-seres em missões especiais de combate ao crime: o líder Alfa Negro, forte pra caramba, irritadiço, cheio de traumas e complexos; o jovem Pilha, com incrível poder de velocidade; Taquis, a única mulher do grupo, com poderes formidáveis, capaz de manipular as funções metabólicas e orgânicas alheias; Yeti, um gigante com aparência de monstro mas muito gente fina; e o misterioso alienígena Oculto (tão oculto que nem mesmo seus companheiros podem ver o seu rosto) com notáveis poderes telepáticos. Eles enfrentam organizações criminosas fanáticas, fundamentalistas e neo-nazistas – incluindo alguns vilões invocados como Incêndio e Panzer.
No terceiro número, o jovem Pilha abandona temporariamente o grupo para resolver uma pendenga particular (sua mãe havia sido ferida por gangues de delinquentes e ele foi até o Rio de Janeiro ajustar contas com eles). O grupo ainda enfrenta problemas político-adminstrativos, corrupção e interesses escusos. Goldman fez muito bem em mudar a grafia do nome do grupo usando o número cardinal ‘5’ ao invés do algarismo romano ‘V’, o que sempre causava confusão com a letra ‘v’ do alfabeto. As três edições vêm no formato 21 cm x 15 cm, capa colorida e miolo em preto & branco, o número 1 começou com 24 páginas, o número 2 já subiu para 28, e o número 3 com generosas 40 páginas. Dentro do que se propõe, apresentar uma série cuja inspiração estética é majoritariamente baseada nos comics da atualidade, Comando 5 é espetacular e não fica nada a dever aos estrangeiros, e mesmo aqueles que não gostam do estilo (como é meu caso) hão de reconhecer o talento e a boa disposição dos envolvidos em lançar um título independente. O destaque é mesmo o traço de Goldman, mandando muito bem nos desenhos. Peçam agora mesmo, de uma só vez, os três números já lançados em www.comandocinco.blogspot.com (JS)
No terceiro número, o jovem Pilha abandona temporariamente o grupo para resolver uma pendenga particular (sua mãe havia sido ferida por gangues de delinquentes e ele foi até o Rio de Janeiro ajustar contas com eles). O grupo ainda enfrenta problemas político-adminstrativos, corrupção e interesses escusos. Goldman fez muito bem em mudar a grafia do nome do grupo usando o número cardinal ‘5’ ao invés do algarismo romano ‘V’, o que sempre causava confusão com a letra ‘v’ do alfabeto. As três edições vêm no formato 21 cm x 15 cm, capa colorida e miolo em preto & branco, o número 1 começou com 24 páginas, o número 2 já subiu para 28, e o número 3 com generosas 40 páginas. Dentro do que se propõe, apresentar uma série cuja inspiração estética é majoritariamente baseada nos comics da atualidade, Comando 5 é espetacular e não fica nada a dever aos estrangeiros, e mesmo aqueles que não gostam do estilo (como é meu caso) hão de reconhecer o talento e a boa disposição dos envolvidos em lançar um título independente. O destaque é mesmo o traço de Goldman, mandando muito bem nos desenhos. Peçam agora mesmo, de uma só vez, os três números já lançados em www.comandocinco.blogspot.com (JS)
MAIS DOIS LANÇAMENTOS DO NOVO SISTEMA
Cooperativa de Quadrinhos Novo Sistema capitaneada pelo maranhense Riccelle Sullivan Suád com mais dois lançamentos na praça, começando com o 13º. número do fanzine do Homem-Camaleão (formato ½ A4, 24 páginas, capa colorida), continuando a saga do jovem herói Sawane Sullivan na história ‘Mentiras & Decepções’, produzida por Suád. Ainda meio traumatizado com as últimas surras que levou do vilão Crocodilo e da vilã Corona, Sawane é recolhido e assistido por Sebastian Barton, enquanto o crime organizado recrudesce. Como se não bastasse, o jovem ainda flagra sua amada Millena trocando beijos com um professor da escola! O outro lançamento do Novo Sistema é o sexto número do fanzine do Átomo (formato ½ A4, 16 páginas p&b) republicando as histórias lançadas pela Comic Station anteriormente. Nesta edição temos a HQ ‘Foco’ (toda produzida por Suád), mostrando o incrível quebra-pau entre o irmão do Átomo, o alienígena Barragem, com o ‘casca-grossa’ Deheon. Contatos através do email lynx_2811@hotmail.com – visitem o blog www.homemcamaleao.blogspot.com e aqueles que não abandonam o Orkut podem facilmente encontrar por lá comunidade do Novo Sistema. (JS)
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