quinta-feira, 29 de março de 2012

SAIU O TERCEIRO NÚMERO DE METEORO COMICS

Cooperativa Júpiter II lançando o terceiro número de Meteoro Comics, com o conhecido e querido mascarado voador criado por Roberto Guedes. Formato 21 cm x 15 cm, capa couchê colorida (arte de Marcelo Borba, cores de Zé Borba) com 28 páginas em tons de cinza. E, a exemplo dos números anteriores (dois dos gibis mais requisitados nos eventos do Dia do Gibi Grátis); mais uma vez as páginas de Meteoro Comics reapresentam um grande momento na carreira deste super-herói brazuca: desta vez temos a HQ “A Embaraçada Teia Da Vida”, escrita por Guedes e ilustrada por Marcelo Borba – e os fãs mais inteirados dos super-heróis nacionais dos Quadrinhos devem se lembrar que esta HQ anteriormente já foi lançada em todo o território nacional no ano de 2002 num gibi da editora Escala chamado Almanaque de Quadrinhos 1 (e pena que tenha ficado só neste ‘1’, que eu saiba). Naquela feita, a história foi lançada em cores, aqui nesta edição em tons de cinza e o texto adaptado à nova cronologia do Meteoro que vem sendo publicada no Almanaque Meteoro, publicação independente do selo Guedes Manifesto (www.guedes-manifesto.blogspot.com), que logo estará na praça em sua quarta edição. Por enquanto fiquem com este aperitivo que é o Meteoro Comics 3, que inclui no final um artigo de Roberto Guedes mostrando curiosidades a respeito do Meteoro e de outros super-hérois & super-vilões, além de colaborações de Marcos Fabiano Lopes e do grande Moacir Torres. smeditora@yahoo.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2012

SAÍRAM AS NOVAS EDIÇÕES DE KRAHOMIM E DA TURMA DO GABI

A garotada que já conhece e coleciona tanto o gibi do Krahomim quanto o da Turma do Gabi tem duas boas notícias: saíram as mais recentes edições com esses queridos personagens – que vêm conquistando a admiração de muitos adultos, igualmente. Krahomim n.4 (21 cm x 15 cm, capa couchê colorida com 28 páginas p&b), traz de volta o indiozinho amigo dos animais, produzido por Elmano Silva, experiente e versátil artista dos Quadrinhos apresentando mais histórias divertidíssimas com Krahomim e seus amigos, destaque para os impagáveis Noel e Off. Elmano conseguiu com Krahomim uma proeza realmente notável, um gibi infantil que consegue agradar até mesmo seus fãs mais hardcore que o conheceram nos tempos da revista Spektro da Editora Vecchi, que publicou alguns de seus mais notáveis personagens fantásticos e sobrenaturais; ou das sangrentas histórias de ficção-científica, plenas de talento, que nos legou nas páginas dos Guerreiros de Jobah da Editora Icea, e em tantas outras boas revistas da Press Editorial. Mas o presente do grande artista de todos os estilos é mesmo o Krahomim, e o encantamento que proporciona especialmente nos leitores mais jovens. Os gibis desta linha infanto-juvenil são os mais distribuídos em nossas promoções e ações beneficentes, e quem quer que já tenha presenciado algumas delas pode facilmente constatar o que estou dizendo. A outra edição lançada pela Júpiter II é o quinto número da Turma do Gabi (21 cm x 15 cm, capa couchê colorida com 24 páginas em tons de cinza), em parceria com o Estúdio Moacir Torres (EMT), capitaneado pelo próprio e tendo como um dos parceiros o ótimo Júlio Maga, jovem e versátil talento da HQ nacional. E a turminha reaparece em peso por estas novas páginas: temos o Gabi ensinando como fazer para deixar as praias limpas, o cãozinho Fred atormentado entre a boa e a má consciência, e o Lorenço escapando do trabalho. Esqueci-me de alguém? Mas claro!, não poderia faltar o Serginho Bacana, que faz de tudo – e bagunça de tudo, pra variar, seja como anjinho-da-guarda (!) ou ‘sendo pilotado’ por um jet ski! Esse moleque é um azougue! Para nossa diversão! E principalmente para a diversão da petizada que já conhece a Turma do Gabi – e saibam que, pelo menos aqui em Jaú, não são poucos os petizes que já a conhecem, não! E jovens leitores de qualquer local do Brasil hão de amar tanto a Turma do Gabi quanto o Krahomim, tão logo tenham acesso a estas revistas. Quem já as conhece, sabe do que estou falando. (JS) smeditora@yahoo.com.br

quinta-feira, 8 de março de 2012

VELTA 2012 APRESENTA HQs NOSTÁLGICAS

Tal como consta na informação da capa, a recém-lançada edição de Emir Ribeiro, Velta 2012 – As Primeiras Aventuras é um avant-premiére visando a comemoração dos 40 anos de criação da personagem, uma das mais queridas entre os fãs da HQ Brazuca. E o que encontramos nesta edição (22,5 cm x 15,7 cm, 70 páginas p&b e tons de cinza, capa couchê cartonada colorida, lombada de livro), são exatamente as primeiras aventuras da mineira criada pela artista paraibano, produzidas quando ainda tinha a grafia ‘Welta’ e seu autor Emir Ribeiro tinha 16 e poucos anos, em meados da década de 70 do século passado, publicadas inicialmente em jornais escolares e então num periódico de circulação estadual. Muitas curiosidades, como a Garota-de-Borracha, criada antes mesmo da loirona, juntas em ação na mesma aventura; as Supernovas, filhas de Velta; além da indefectível presença d’ O Desconhecido Homem de Preto. A única ‘estranha no ninho’ desta edição é exatamente a HQ de abertura, a ótima “Pau de Arara”, produzida no ano de 2002 – muito importante que esteja nesta coletânea, especialmente para os leitores mais jovens e que vierem a conhecer a Velta somente a partir desta edição, pois assim poderão comparar a evolução no traço do grande artista. Uma evolução que segue sem freios, haja vista os diversos álbuns da Velta lançados nos últimos dois anos (e que vocês podem conferir na página do Emir Ribeiro www.emirribeiro.com.br). Ah, mas preciso lhes confessar uma coisa: por mais primorosas que sejam as mais recentes histórias da Velta, que o Emir me perdoe, mas estas HQs que ele produziu a partir da adolescência, dinâmicas, criativas, explosivas, movimentadas, empolgantes, divertidas, plenas de entusiasmo juvenil, são imbatíveis! Por isso esta edição é recomendada especialmente para os nostálgicos, que terão muito a aprender lendo os textos do Emir comentando diversas curiosidades da Velta, e algumas das polêmicas de que foi alvo ao longo dos anos. Atenção, hein pessoal: esta é uma publicação independente do próprio Emir Ribeiro, e pode ser adquirida diretamente com ele via emir.ribeiro@gmail.com ou emir_ribeirojp@yahoo.com.br (JS)

segunda-feira, 5 de março de 2012

A PATRULHA DO ESPAÇO APRESENTA HISTÓRIAS INÉDITAS DE GEDEONE MALAGOLA

Cooperativa de Quadrinhos Júpiter II apresenta um lançamento muito especial – e espacial: A Patrulha do Espaço (22 cm x 15 cm, capa couchê cartonada colorida com 30 páginas em tons de cinza), personagens criados por Gedeone Malagola na primeira metade da década de 50 do século passado para a Editora Júpiter original (que inspirou o nome de nossa cooperativa) – e com três histórias escritas pelo próprio Gedeone, nos derradeiros meses de sua existência física entre nós, entre os anos 2007/2008, resgatando e atualizando personagens os quais ele mesmo, criativa e pioneiramente, havia criado, escrito e desenhado na metade do século anterior. Em “Os Fugitivos”; “JS-36, O Andróide” e “O Duque de Kent”, Capitão Júpiter, Eletra e Capitão Astral passam por movimentadas aventuras num futuro atualíssimo, na Terra ou em outros planetas (a segunda aventura, na opinião deste humilde editor, deverá se tornar um clássico das Histórias-em-Quadrinhos – se depender de mim se tornará mesmo, pois sempre que possível estarei falando ou escrevendo sobre ela). E quem mui dignamente ilustrou os instigantes roteiros de Gedeone foi o talentoso Emir Ribeiro, desde a formidável capa e ilustrando as HQs plenas de ambiente nostálgico, mas sem perder a atualidade. Excelentes histórias de aventura & ficção-científica pra ninguém botar defeito. Inclui ainda artigo de Rod Gonzalez sobre a Editora Júpiter, além de esboços de Laudo Ferreira Jr. – ele que iria participar do projeto, mas teve que abandoná-lo para justamente poder se dedicar a seus projetos mais pessoais. Pra quem não sabe, Laudo foi um dos incentivadores-mor para que Gedeone voltasse a escrever roteiros para HQs. (JS)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

TORMENTA n.7 TRAZ A CONCLUSÃO DE 'A GRANDE AVENTURA'

Saiu com o selo Júpiter II o sétimo número do Tormenta (super-herói dos Quadrinhos criado por Eduardo Manzano), 24 páginas preto & branco, no formatinho 21 cm x 15 cm, capa couchê colorida ilustrada por Adauto Silva, com a reconhecida maestria (preço de capa R$ 3,00). Apresentando a segunda e derradeira conclusão da história “A Grande Aventura”, iniciada no número anterior. Arte de José Menezes, o velho mestre da RGE, do Kung Fu da Ebal, da Bloch, ilustrando roteiro de José Salles que busca resgatar o estilo das antigas HQs de selva, de aventura, tão comuns no glorioso passado dos comics, dos gibis, do qual Menezes foi um dentre tantos valorosos artistas-operários da época, desenhando alucinadamente todos os tipos de HQs, sempre de olho nos prazos e nos preços dos supermercados. Ou seja, fazia HQ não só porque gostava mas também por ser fonte de sustento. Menezes me relatou que chegou a desenhar um gibi inteiro do Fantasma quando estava num hospital, na sala de espera donde sua mulher fazia trabalho de parto! E hoje, ainda firme na ativa perto dos 80 anos de idade, é um sujeito de impressionante humildade. Muitíssimo diferente de qualquer mocinho compatriota que desenha um daqueles horrendos personagens da Marvel/DC atualmente. Há exceções é claro (será?) mas geralmente são de um pedantismo insuportável, de ‘metideza’ irritante, de monumental empáfia, e demonstram crassa ignorância sobre a História das Histórias-em-Quadrinhos. Sei também que ou desconhecem ou desprezam tudo (tudo mesmo!) que é feito aqui na Júpiter II, pouco lhes toca se importar saber se existem ou não pessoas aqui no Brasil tentando reconstruir a indústria dos gibis, tentando criar trabalho para que artistas brasileiros produzam histórias com personagens brasileiros, tentando criar um novo público leitor de Histórias-em-Quadrinhos. Mas eles não sabem de nada: eu é que fico aliviado de não ter um desses chatos como parceiro! (JS) smeditora@yahoo.com.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

QUARTA EDIÇÃO DE O BOM & VELHO FAROESTE APRESENTA FAROESTE REACIONÁRIO

O Bom & Velho Faroeste número 4 chega na praça no formato 21 cm x 15 cm, capa couchê colorida com 44 páginas p&b, apresentando a HQ “Jornada Para Yuma”, escrita por José Salles e ilustrada por William Cabral (ele também o autor da capa) e finalizada por Dennis Oliveira. O título desta coleção da Júpiter II já diz perfeitamente do que se trata este gibi, bom & velho faroeste, ou seja, uma história de faroeste baseada nos filmes antigos do gênero, mais especificamente da primeira fase realista, anos 40/50. Por isso um dos personagens tem a cara do ator Montgomery Clift (que trabalhou com John Wayne no memorável Rio Vermelho); o roteiro é descaradamente copiado de filmes como O Céu Mandou Alguém e Galante & Sanguinário; os índios são os “bandidos” (embora haja alguns bandidos não-índios, também) e os soldados do Exército dos EUA são os “mocinhos”. Quem não gostar é melhor nem passar perto: podem assistir a filmes como Pequeno Grande Homem e Quando É Preciso Ser Homem, o seriado televisivo Deadwood, podem ler os livros de Dee Brown (que provavelmente são os únicos livros sobre a História do faroeste publicados no Brasil... há também aquele de Pat Garret sobre Billy The Kid, para se dar a impressão de que todos os caubóis eram viados), podem até mesmo colecionar Mágico Vento! Como vêem, não faltam opções no admirável mundo esquerdista! (JS)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

OS XOKLENG EM NOVELA GRÁFICA

Quando terminei de ler Os Xokleng, novela gráfica produzida pelo catarinense (de Blumenau) Alex Gunther, fiquei com o coração dividido entre o deslumbre e a chateação – felizmente, muito mais daquele do que desta, em majoritária proporção. Editada e lançada de forma independe, com ótimo acabamento gráfico, (29 cm x 21 cm; capa colorida cartonada com 54 páginas em tons de cinza) digno do talento do autor. Reparem só a surpreendente capa, pintada a lápis! O grande artista optou pela simplicidade, com excelentes resultados. O livro narra a história dos xokleng, nativos brasileiros que no passado habitavam extensas porções territoriais na região sul do nosso país, incluindo a região em que hoje fica a cidade natal do autor. Bem, e isso quer dizer que estamos diante de uma narrativa histórica – e aí é que entra a pontinha de aborrecimento a que me referi no início deste comentário: Gunther segue o discurso dominante do meio acadêmico esquerdista, o da vitimização dos indígenas, um discurso que, muitas vezes exagerado, justamente gerou a pecha de “coitadismo”. Gunther não escapa disso ao mostrar os xokleng como anjos de virtude, e os não-índios como seres impiedosamente maus e gananciosos; e aqueles que intercederam a favor deles, parecem mais ingênuos e/ou alienados do que sinceramente bem intencionados. Vejam por exemplo o que se lê logo no começo do texto da 4ª. capa: “No começo, eram só os índios e a natureza. Tinham uma vida pacata, alimentos suficientes, seus rituais e suas tradições. Então, chega o homem branco e com ele a disputa de terras, devastando tudo (...)”. A vida pré-chegada dos europeus é descrita como um idílico cenário, mas, como vem demonstrando a mais recente historiografia, parece muito mais um cenário de conto-de-fadas do que de realidade histórica. Basta a leitura do primeiro capítulo do livro Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, de Leandro Narloch, e sua sólida bibliografia. Está claramente demonstrado que os nativos brasileiros estavam muito longe da vida harmoniosa com a natureza. Ao contrário: sua atividade agrícola pastoril era extremamente destrutiva, e quem os ensinou a melhor tratar o solo e assim preservar o meio-ambiente foram, vejam só, os jesuítas! Se os europeus não tivessem vindo até hoje, talvez o Brasil fosse um imenso deserto, com famélicos que sequer soubessem uma linguagem escrita! É certo que os índios praticavam “seus rituais e suas tradições”, mas é bom lembrar que uma parte significativa dos nativos praticavam rituais “religiosos” que terminavam num jantar canibalesco. Também é inverídico que tinham “alimentos suficientes”, não confere com a verdade histórica pois sazonalmente sofriam algumas penosas temporadas de fome (possivelmente provocadas pela péssima prática agrícola que exerciam). “Tinham uma vida pacata” – nem sempre! Viviam guerreando entre suas tribos, como o próprio Gunther mostra neste livro, as refregas entre os xokleng e os kaingang. Por isso as disputas de território se davam muito antes da chegada dos europeus. A propósito, os nativos só não conseguiram expulsar definitivamente os europeus, pois muitos se aliavam aos invasores visando ganhar vantagens contras seus inimigos milenares. Percebi que o autor, a respeito desta relação nativo-europeu, dá muito mais destaque ao racismo do que à integração, a miscigenação pacífica entre os europeus e os brasileiros, que foi muito maior e mais intensa do que em qualquer outro local no continente americano! E que ninguém venha pondo palavras em minha boca dizendo que estaria negando violências praticadas contra os indígenas, ou odiando os nativos. Claro que não devemos jamais negar o que se passou na História, até por isso faço esses comentários a respeito do texto da contracapa do álbum Os Xokleng.


Um esclarecimento se faz necessário: Gunther veio de universidade e é de se esperar que dificilmente escaparia dos “vícios esquerdistas”, há muitos anos dominando amplamente o meio acadêmico (eu mesmo não escapei, parte do tempo em que estive na universidade). Mas é bom que fique claro: de forma alguma ele pode ser confundido com alguma espécie de petralha aloprado com diploma, longe disto. Gunther é responsável, ponderado, e se esforça em deixar as coisas bem esclarecidas – e se defende com sólidos argumentos: apesar de jovem (sequer completou 35 anos), ele já tem publicadas outras quatro novelas gráficas sobre a História de sua região, focado nos outros grupos étnicos que a colonizaram. Livros que, espero, tenha eu a preciosa oportunidade de ler, qualquer dia destes.


E um pequeno parênteses também se faz necessário antes que eu continue: citei e admiro o trabalho de Narloch em seus livros, mas não o perdôo por não ter citado sua verdadeira inspiração, que é a obra do professor Thomas E. Woods Jr, inclusive o título dos livros! Woods, apesar de jovem (menos de 40 anos), já tem uns 45 livros publicados, mas aqui no Brasil só foi traduzido um deles (Como A Igreja Católica Construiu A Civilização Ocidental, pela Editora Quadrante – depois ainda há quem não acredite que a esquerda é quem domina o mercado editorial, hein?). Por que teria Narloch não citado a sua bibliografia primordial? A única pista que temos está em seu feroz anticristianismo, facilmente detectável no Guia Politicamente Incorreto Da História Do Brasil, tendo este anticristianismo sua maior expressão na inadequada, estapafúrdia, tolinha, bobinha mesmo, comparação entre pequenos trechos do Manifesto Comunista de Karl Marx com os do profeta Isaías no Antigo Testamento.


Mas voltemos ao que mais interessa, ou seja, a melhor e maior parte da novela gráfica Os Xokleng, escrita e ilustrada por Alex Guenther. Recebi este álbum das mãos do próprio autor durante o evento do Londrina Comic Con, ocorrido na cidade paranaense na primeira semana de fevereiro. Eu pifiamente retribuí a gentileza com alguns gibizinhos da Júpiter II (saí ganhando na troca!). Naquele breve encontro que tivemos pude facilmente detectar simpatia e generosidade. Lá mesmo, folheando o livro enquanto conversávamos, pensei comigo mesmo: “caramba, como esse cara desenha bem!”, e assim que pude me concentrar calmamente na leitura do livro, a boa perplexidade se confirmou dupla, triplamente! Os maravilhosos desenhos de Os Xokleng tornam a leitura um deleite visual que nos faz perdoar rapidamente qualquer ‘pecadinho’ ideológico que Gunther tenha cometido em sua narrativa. Tem um estilo que usa vários estilos (especialmente dos europeus), tendo encontrado o seu próprio.


É que eu sou um rabugento incurável, espero ao menos ter deixado claro neste breve texto, que considerei esta novela gráfica um trabalho notável e valoroso, altamente recomendável a quem quiser ler uma ótima História-em-Quadrinho. Gostei tanto que me emocionei e me assustei com as fotos históricas apresentadas na terceira capa, logo ao final da leitura da HQ, com personagens lá mostrados. Emocionei-me ao ver as fotos dos nativos, bem como a do altruísta Eduardo Hoerhan, e me assustei com as fotos dos ‘bugreiros’, caçadores e assassinos de índios. Da mesma forma que apreciei esta obra a ponto de me interessar em conhecer os livros precedentes do autor, creio que o mesmo se dará com outros muitos, muitíssimos leitores. www.alexgunther.com – lex.thr@terra.com.br (JS)