segunda-feira, 21 de junho de 2010

NOVAS EDIÇÕES INFANTIS CRIADAS PELO EMT-ESTÚDIO MOACIR TORRES

O cartunista e escritor Moacir Torres (Turma do Gabi) anuncia que as novas edições das revistas de atividades produzidas para a Editora Minuano estarão nas bancas e livrarias de todo o país a partir de julho. As publicações são Belzinha, Clubinho da Criança e Bichinhos da Fazenda. Essas edições estão recheadas de passatempos e desenhos legais para colorir. Em breve nas bancas! Maiores informações e Quadrinhos da Turma do Gabi em www.turmadogabi.blogspot.com

segunda-feira, 14 de junho de 2010

lançamento: BENJAMIN PEPPE n.2

Saiu mais um lançamento com o selo Júpiter II, trazendo de volta um dos personagens mais queridos da garotada que lê nossos gibis: Benjamin Peppe de Paulo Miguel dos Anjos. Mais 24 páginas de muita diversão sadia, desse personagem fissurado em esportes. Confiram a capa logo abaixo, desenhada por Anjos e colorizada por Dennis Oliveira. O gibi ainda conta com a participação muito especial de Laerçon J. Santos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

TURMA DO XAXADO EM CIRCULAÇÃO NACIONAL!


Que alegria, um gibi com a Turma do Xaxado, de Antônio Cedraz, em circulação nacional! Xaxado E Sua Turma, em formatinho com 32 páginas coloridas, já teve duas edições lançadas pela HQM Editora, e tudo indica que vai passar de duas mil! O trabalho de Cedraz e seus parceiros, já muito conhecido no meio da HQB, expande luz, alegria, bom-humor, boa cultura, tudo feito com muita ponderação, sem jamais ser alienado, sectário e/ou intolerante. Sou até suspeito para falar, pois sou admirador incansável da Turma do Xaxado, de seu autor, e de todos os artistas que trabalham com esses personagens (incluindo aí Sidney Falcão, que eu conheço desde os tempos do fanzine dos Miudins). E esse gibi chega mesmo em boa hora, num momento em que, ainda que timidamente, as revistinhas em Quadrinhos infanto-juvenis vêm sendo mais lidas do que vinham sendo num passado recente. E não tenham dúvidas de que Xaxado E Sua Turma vão emplacar essa, passando das duas mil edições! E quem quiser conhecer outras edições com a Turma do Xaxado, como por exemplo o álbum comemorativo com 1000 Tiras publicadas, acesse www.xaxado.com.br

APACHE, DE TONY FERNANDES, NAS BANCAS!

Tony Fernandes é exatamente uma pessoa a quem podemos chamar de valoroso, persistente, incansável produtor de HQs (roteirista, ilustrador, editor). Na virada das décadas 80/90 do século XX, tornou alguns de seus personagens conhecidos & admirados pelos fãs da HQ Brasileira, como Fantasticman e Guerreiro Ninja. Agora Fernandes retorna com nova personagem, em gibi lançado por todo o território nacional: Apache, já com dois números lançados pela Editora das Américas (formatinhos de 42 páginas em tons de cinza). Na melhor tradição das mocinhas do faroeste, Apache é uma jovem e sensual justiceira de chapéu, winchester e colt. No Brasil a melhor lembrança que temos neste estilo é a Katty Apache de Cláudio Seto, só que esta era loira e de poncho gaúcho, enquanto Apache é uma mestiça de mãe índia e pai branco, que ainda criança vê sua aldeia ser massacrada por tropas do exército dos EUA, e agora, disfarçada como freira numa em missão religiosa, parte em vingança dos responsáveis pela morte de seus pais. O que me espantou positivamente, de cara, foi perceber o quanto evoluiu o traço de Fernandes. Tudo feito com muito talento e capricho. A história também é interessante, o erotismo é usado de forma bem discreta (ainda bem!) e o autor vem desenvolvendo roteiro e personagens com muita competência. A única coisa irritante são os textos anti-americanos, geralmente publicados no início e final da HQ. Coisa mais apropriada para diretório acadêmico de faculdade do que para gibi de faroeste. Acho muito improvável que isso vá agradar aos leitores fãs de faroeste, e menos ainda, que vá formar novos leitores do estilo. Os fãs de faroeste em sua maioria sentem mais admiração do que aversão aos EUA. Querem mais é ver aventura de faroeste, como nos filmes, como no Tex, não sei se estão a fim de questionamentos históricos enquanto estão lendo gibis. Reparem só o que vem escrito num texto do número 2: Os livros de História da América (...) jamais registraram massacres efetuados pelo exército, como os de Sand Creek. Equívoco. Nos EUA há uma vasta bibliografia historiográfica a respeito desses assuntos, uma rápida pesquisa no Google vai mostrar. Aqui mesmo no Brasil há livros que registram esses massacres, como Enterrem Meu Coração Na Curva Do Rio e Pés Nus Sobre A Terra Sagrada – a propósito, creio que esses dois são os únicos livros sobre o faroeste traduzidos no Brasil, além daquele livro de Pat Garret sobre seu adorado Billy The Kid, mas este não trata a respeito de índios. O que falta no Brasil são livros que, como outros tantos publicados nos EUA, relatem esse período histórico de modo mais abrangente, relembrando eventos anteriores aos massacres do Exército dos EUA contra os índios, como os genocídios promovidos pelos Apaches contra outras vertentes indígenas – o que desmente de uma vez por todas a falácia de que “os nativos da América viviam em paz uns com os outros antes da chegada do homem branco” – ou os ataques dos índios aos primeiros (e desarmados) colonos. Também outros tantos livros publicados nos EUA comentam sobre as ferozes e destrutivas batalhas entre os nativos da América do Norte e seus primeiros inimigos invasores: os mexicanos. De qualquer forma, o mais importante por aqui é ressaltar a excelente qualidade da HQ, e incentivar para que comprem as edições de Apache, de um autor muitíssimo talentoso. E que nos dá uma notícia irresistível no final do número 2: vem aí uma edição colorida do Fantasticman! Nós fãs de HQB agradecemos, e esperamos ansiosamente.

terça-feira, 25 de maio de 2010

PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES PARA O 4ª. CONCURSO CULTURA DA TURMA DO GABI




Os desenhos podem ser enviados até o dia 26 de junho de 2010, o tema e a técnica são livres, e devem ser feitos em papel ofício A4, colado em cartolina do mesmo tamanho. No verso do desenho deve constar nome do autor, endereço completo, idade, nome da escola e série que está cursando. A

exposição dos trabalhos selecionados e premiados se fará no Casarão Cultural Pau Preto, em Indaiatuba/SP, nos dias 01 a 31 de julho. Maiores informações em www.turmadogabi.blogspot.com. Participe!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

SPACE OPERA



O projeto Space Opera trata-se de uma nova revista em Quadrinhos de ficção-científica e aventura fantástica com ênfase na ação e diversão. A idéia surgiu da vontade de publicar histórias de ação, mas que misturassem elementos fantásticos. O nome Space Opera vem das novelas de ficção-científica que faziam muito sucesso no século passado e que traziam ação e fantasia que maravilhavam milhares de pessoas. Space Opera será publicada com a parceria do selo Júpiter II, que deu total apoio e liberdade editorial ao projeto. Neste primeiro número, teremos a apresentação de uma nova personagem, Andrômeda, que, por motivos ainda desconhecidos, cai com sua nave num planeta inóspito e desconhecido. Também apresentamos uma história completa (publicada originalmente na revista independente Front), com uma grande indagação: quais os sonhos de uma máquina? E ainda artigo explicando os conceitos de Space Opera, escrito pelo renomado roteirista e historiador dos Quadrinhos Gian Danton. (Leonardo Santana)



CONVERSA COM O EDITOR

CAMINHOS DA HQ

Analisando o mercado editorial das Histórias-em-Quadrinhos, percebo que há caminhos diversos a seguir. Fenômeno que já ocorre há pelo menos duas décadas, enia dos horrendos personagens Marvel/DC da atualidade, emanal... com a crescente elitização dos Quadrinhos e a predominância dos horrendos personagens Marvel/DC da atualidade, são os tais estúdios agenciadores, que arregimentam artistas para suprir exatamente o mercado dominado pelas “majors” estadunidenses. Não por acaso, talentosos artistas brasileiros já trabalharam e ainda trabalham para essas editoras, além de outras no estilo, como a Image e etc. Esses estúdios visando o mercado estrangeiro, acabaram criando um novo tipo de artista dos Quadrinhos: aquele que não gosta de Quadrinhos, que nunca leu Quadrinhos (nem mesmo Disney ou Turma da Mônica), mas que quer trabalhar com Quadrinhos para... enriquecer. É com esta visão materialista que esses tipos procuram entrar no mercado dos comics. Alguns que me lêem já devem ter tomado contato com algum aluno de um desses estúdios. O jovem com o qual conversei, que me procurou depois de ouvir falar que eu editava gibis, não conhecia absolutamente nada de Quadrinhos além do que viu na Marvel e DC recentemente; tudo que comentava era sobre os automóveis e as casas que os bem-sucedidos artistas brasileiros já haviam conseguido nos EUA. Nunca nem ouvira falar de Fantasma, Mandrake, Flash Gordon, Príncipe Valente – muito menos de Raio Negro, Mirza, Anjo, Vigilante Rodoviário, Milton Ribeiro, O Gaúcho, Mylar, Velta. Dos artistas brasileiros dos Quadrinhos, só conhecia os que estivessem desenhando ómiaranha ou bátima. Mostrei a eles alguns gibis da Júpiter II, e quase soltou um bocejo. “Mas não são nem coloridos?”, perguntou. A decepção maior, foi quando percebeu que eu não ganhava um tostão com os gibis da Júpiter II, que estes só conseguiam ser editados graças a algumas regalias pequeno-burguesas de minha família. Para não ser mal-educado, disse a ele que, se tivesse interesse em desenhar para a Júpiter II, que me procurasse na segunda-feira. Evidente que não me procurou, eu tampouco me interessei em procurá-lo novamente. Claro que eu tenho intenção de progredir financeiramente com a Júpiter II, não pra ficar rico e gastar dinheiro à toa, mas como uma tentativa de construir, ou reconstruir, uma indústria de gibis, onde muitos artistas possam trabalhar exclusivamente com os Quadrinhos, aqui no Brasil. Quanto ao jovem que me procurou, queria mais é desenhar o superómi e morar em Malibu.

Não me levem a mal: ficarei feliz se esse jovem conseguir desenhar o superómi e morar em Malibu. Não vou me interessar em ver o trabalho dele, pois há muito não agüento mais nem olhar para esses personagens Marvel /DC, mas mesmo assim ficarei feliz por ele. E admiro, sinceramente, o talento e o esforço de todos os artistas brasileiros que conseguiram alcançar sucesso, desenhando comics para o exterior. Li várias entrevistas com vários deles, conheço alguns, sei do tremendo esforço e dedicação que isso acarreta. Se conseguem viver de sua arte, é porque mereceram. O que gostaria de deixar bem claro, é que eu, José Salles, tenho outras intenções no mercado editorial das HQs. Minha intenção é investir, enquanto Deus me prover com forças e recursos, em artistas e personagens brasileiros dos Quadrinhos. Até agora já foram mais de 60 gibis, com variados autores e personagens, para que sejam lidos, consumidos e admirados aqui mesmo. Portanto, muito ao contrário dos tais estúdios agenciadores, minha intenção, minha proposta dentro do mercado editorial brasileiro, é divulgar, com o máximo de minhas forças, o trabalho de artistas do Brasil bem como personagens criados por eles e que, com toda certeza, na medida em que forem se tornando mais e mais conhecidos, vão agradar ao público brasileiro de forma muito mais intensa do que os cansativos personagens estadunidenses ou japoneses.

E, para alcançar esse estágio, insisto, temos que distribuir maciçamente nossos gibis. Seria ótimo algum milionário que se interessasse em bancar uma generosa distribuição nacional, mas, enquanto ele não aparece, vamos adiantando o serviço. Vamos nós mesmos, colaboradores da Júpiter II, distribuir nossos gibis por onde conseguirmos. Sei de alguns que conseguem vender boa parte das tiragens, outros não conseguem vender quase nada, então, especialmente quanto a estes, que as distribuam, de graça! Com sabedoria é claro, mas de graça! Procurando principalmente a formação de novos leitores. Quem tiver gibis de censura livre (a grande maioria do que é publicado pela Júpiter II) que procure dar de presente para a garotada da vizinhança, ou para orfanatos, ou em eventos artísticos diversos, especialmente os musicais. “Mas assim estarei perdendo dinheiro!”, alguém pode dizer. Deixe de ser avarento, sô! Primeiro, quem banca as tiragens sou eu, vocês colaboradores que recebem a tiragem, a recebem merecidamente, em troca do trabalho que tiveram em fazer os gibis! Os colaboradores não estarão perdendo um tostão se derem os gibis de graça, pelo contrário estarão divulgando o trabalho de vocês, e com isso, aumentando a curiosidade a respeito deles. Com o tempo, as vendas vão aumentar, igualmente. Mais vale 50 gibis distribuídos gratuitamente para jovens leitores, do que 50 gibis empoeirados no armário, tomando espaço em nossa casa! Lembrem-se do exemplo da King Features, que, para conquistar o mercado brasileiro, permitiu que suas tiras em Quadrinhos fossem distribuídas gratuitamente, durante um ano inteiro, em trocentos jornais brasileiros! Se a toda-poderosa King Features agiu assim, que chance teremos nós se não fizermos algo parecido?

Uma ação neste sentido, ao que me parece, é essencial para que nossos gibis e nossos personagens consigam alcançar a simpatia do público brasileiro. Duro é saber que poucos são os colaboradores da Júpiter II que agem assim – pior, são poucos os que sequer lêem as coisas que escrevo aqui. Desse jeito, os mandões daqueles estúdios agenciadores, que desprezam os personagens brasileiros dos Quadrinhos, que desprezam os fanzineiros, vão continuar rindo à toa, desenhando úqui e xis-méin, ad nauseum... ei, mas não fiquem muito preocupados a respeito do que pensam de nós os agenciadores de artistas que não lêem gibis e querem publicar na Marvel... no fundo, no fundo, é um pouquinho de receio de que a Júpiter II e outros grupos independentes dos Quadrinhos brasileiros, continuem evoluindo e progredindo, na medida em que os personagens Marvel/DC vem perdendo leitores mês após mês - se as coisas continuarem assim, em alguns anos os personagens brasileiros de papel irão finalmente superar os enjoativos fantasiados norte-americanos, de modo que os artistas nacionais tenham condições de ganhar a vida por aqui mesmo. E os tais estúdios agenciadores de artistas que nunca leram gibis, bem... quem sabe possam tornar-se agências de turismo, vendendo passagens para Malibu. (JS)