sábado, 19 de outubro de 2013

EDIÇÃO COMEMORATIVA DE VELTA APRESENTA RETROSPECTIVA DOS QUADRINHOS PARAIBANOS

Dando sequencia a comemoração dos 40 anos de criação de sua mais famosa personagem, a loiraça Velta, Emir Ribeiro lança mais uma edição espetacular, agora com enfoque mais nostálgico e histórico. Trata-se de Quadrinhos Paraibanos dos Anos 70, apresentando uma formidável compilação de capas, HQS e páginas didáticas publicadas nos jornais paraibanos e seus encartes durante a década de 70 do século passado – tudo isso numa edição gráfica caprichadíssima, formato 21 cm x 15 cm com 98 páginas p&b e capa colorida plastificada. O próprio Emir Ribeiro, no editorial, expressa melhor do que ninguém o que significa essa coletânea:

A presente edição traz uma pequena amostra do quanto era efervescente a inigualável produção de Quadrinhos nos anos 70 do século passado. Selecionei e digitalizei algumas capas que fiz para o suplemento ‘O Pirralho’, e várias histórias – umas de cunho educativo, e outras apenas de aventuras com personagens fictícios [além de tiras do Sabido, personagem cômico] (...) os leitores daquela saudosa época devem ter hoje entre 45 e 65 anos, e imagino que – quando reverem esse material – sentirão muitas saudades”.


                Tem toda razão meu caro Emir, particularmente este seu amigo quase cinquentão, se esbaldou revendo & relendo as aventuras da Welta (na época ainda com essa grafia) e do Homem de Preto, desenhadas com entusiasmo incomum por aquele adolescente paraibano, hoje um homem maduro e um dos nossos mais talentosos artistas das HQs. Claro, uma edição destas deveria estar disponível em bancas de todo o Brasil, mas sabem como é... então contatem o Emir Ribeiro através do email emir.ribeiro@gmail.com ou emir_ribeirojp@yahoo.com.br (JS)


SAIU O SEGUNDO NÚMERO DA REVISTA ÓI!

Criação do sergipano Arlan Clécio, O Cara do Terno é a grande atração deste segundo número da revista Ói (formato 21 cm x 15 cm, capa colorida – arte de Luís Meira – com 60 páginas em tons de cinza), dos editores Rodrigo Costa e Rodrigo Seixas. Um sujeito estranho e meio exótico (visto que usa paletó e gravata e mantém longos cabelos dredlock), perambulando pelas ruas de Aracaju durante a noite, deparando-se com seus personagens misteriosos. A revista apresenta outras HQs: ‘Detenção’, de Rodrigo Seixas; ‘Imortal’ por Edson Lima, apresentando seu personagem O Escabroso Lukinhas, um cow-boy anti-americano (provavelmente inspirado por Mágico Vento, ou pelo seriado televisivo Deadwood); e temos também o retorno do Monstruoso Frank, na HQ produzida por Rodrigo Costa chamada ‘Dívida Macabra’, onde Frank se depara com um morcegão e uma rainha do funk (!?). Contato em www.darcelcomics@gmail.blogspot.com.brdarcelcomics@gmail.com (JS)

MAIS DOIS SUPER-FANZINES DO NOVO SISTEMA!


Cooperativa de Quadrinhos Novo Sistema lançando mais dois fanzines (ambos no formato ½ A4): o nono número do Átomo (16 páginas p&b) apresentando a HQ ‘Nos Seus Olhos’ (roteiro e desenhos de Riccelle Sullivan Suád) – mostrando o herói alienígena, mais adaptado ao nosso mundo, num momento menos tenso do que os vividos nos combates dos números anteriores: levando um bate-papo sincero com a bonita Karen; o outro título é o quarto número de War Zone (12 páginas p&b), com seus personagens exóticos em tremendos quebra-paus (roteiro de Sullivan e arte de Rayanderson de Oliveira) – esta edição apresenta ainda a sequencia do artigo sobre RPG. O e-mail do comandante Sullivan é lynx_2811@hotmail.com, há o blog www.gruponovosistema.blogspot.com além da comunidades no Orkut e facebook. (JS)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

ADAUTO SILVA VOLTA A ILUSTRAR HQ DE FAROESTE!

Ei, estavam com saudade de ver Adauto Silva ilustrando uma HQ de faroeste? Pois regozijem-se, já está na praça a sétima edição de O Bom & Velho Faroeste, recém lançada pela cooperativa Júpiter II, 48 páginas de puro deleite visual com este que é reconhecido como um dos melhores artistas brasileiros dos Quadrinhos na atualidade. E mais uma vez tenho a honra e a alegria de rabiscar um roteiro que mestre Adauto valorizou com seu talento indiscutível. Retomamos nesta edição a saga do personagem apresentando ainda no segundo número de O Bom & Velho Faroeste (lançado em janeiro de 2011): Jack James, um ex-criminoso dominado pelo remorso, em busca de si mesmo. (JS)

GALERIA DOS SUPER-HERÓIS MOSTRA DIVERSOS PERSONAGENS BRASILEIROS DOS QUADRINHOS

Para aqueles que tem mais de 40 anos e viveram o tempo em que os gibis dominavam as bancas de revistas, visitar esses locais nos dias de hoje é uma experiência desoladora. As publicações de Histórias-em-Quadrinhos ficam relegadas num canto e, com raríssimas exceções, não servem nem para papel higiênico. De qualquer forma, talvez por hábito, continuo frequentando as bancas – mais precisamente, na busca por filmes raros em dvd, produtos dos quais as bancas, hoje em dia, ainda são generosas em apresentar. Enfim, estava eu olhando as prateleiras da banca da estação rodoviária de minha cidade, e vi uma publicação que me chamou a atenção: na capa avistei um personagem que lembrava o Mylar (criado por Eugênio Colonnese), além do Judoka (de Francisco Anísio e Eduardo Braon) e do Super Heros (de Paulo Fukue). Estes personagens brasileiros dos Quadrinhos dividiam a capa dessa publicação com outros três que são ‘clones’ óbvios de personagens da Marvel e DC. Lançado pela Editora Minuano, trata-se de um caderno de passatempos dedicado ao público infanto-juvenil, batizado de Galeria dos Super-Heróis (formato 27 cm x 20,5 cm, capa couchê colorida plastificada, com 16 páginas coloridas também no papel couchê, por R$ 4,90). Não se trata de um álbum de figurinhas no estilo tradicional, daqueles onde as figurinhas são vendidas em envelopes, separadamente – aqui, as figuras já vêm impressas, prontas para ser recortadas e coladas nos locais indicados. Consta ainda página com passatempo e outra para colorir. E o mais bacana de tudo é que, além daqueles que constam da capa, vários outros personagens brasileiros das HQs aparecem nas figurinhas: os clássicos dos anos 60 tais como Raio Negro, Homem-Lua e Hidroman (de Gedeone Malagola), Golden Guitar (Ricardo Machado), Mystico, Homem-Fera (Rivaldo Macedo) Fantastic (Osvaldo Talo), Escorpião (Wison Fernandes e Rodolfo Zalla), O Gato, Superargo, X-Man (Eugênio Colonnese), Visg (Nico Rosso), Pabeyma, Karatemen (de Paulo Fukue, sendo o Karatemen lançado nos anos 70), Fikom (Fernando Ikoma), Capitão Estrela (Getúlio Delphin), Capitão 7 (de Ayres Campos, mostrado aqui como ‘Capitão Z’, provavelmente para evitar constrangimentos com os herdeiros de Campos, uns chatos que não permitem que sequer se mencione o nome do personagem, relegando-o ao ostracismo diante das novas gerações). Aparecem também O Vingador (de Sebastião Seabra), Ultra-Boy, Corujack e Sideral (de Franco de Rosa), Fantastic Man e Fantasma Negro (de Tony Fernandes), todos eles desenhados por Arthur Garcia para esta edição – e vários dos personagens de Garcia, decalques dos personagens Marvel-DC, igualmente aparecem nesta edição. Conferindo o expediente da revista, descobri que esta publicação foi concebida pelo estúdio de Franco de Rosa – o que não deveria ser surpreendente, afinal, goste-se ou não do editor, ele sempre respeitou e trabalhou a favor dos personagens brasileiros dos Quadrinhos. Para quem não encontrar nas bancas, segue aí o endereço virtual da Editora Minuano: www.edminuano.com.br (JS)

CHAGAS LIMA APRESENTA A ESTRÉIA DE ICFIRE KIDS!

O super-fanzineiro Chagas Lima não cansa de surpreender os leitores e fãs de seu trabalho editorial, notadamente com seus personagens de Histórias-em-Quadrinhos capitaneado pelo IcFire, com mais de 20 anos de estrada e mais de 100 edições lançadas – contado as edições especiais, muito mais de 100! Recentemente, Chagas tem lançado suas publicações em cores – é o caso desta 104ª. edição do IcFire, formato 1/2 A4, 20 páginas coloridas apresentando mais uma novidade: Icfire Kids, a versão infanto-juvenil do Universo Clima, mostrando o jovem Icfire e seus amigos Patrícia e Gim, diante da ameaça de uma estrela vermelha que não é nada mais nada menos do que um jovem Detroide, pronto para se tornar um ferrenho inimigo do herói. Conheçam mais a respeito em www.icfire.blogspot.com (JS)

sábado, 14 de setembro de 2013

PRIMEIRA EDIÇÃO DE MONSTROS DOS FANZINES APRESENTA OBRA DE JOACY JAMYS

O maranhense Joacy Jamys (1971-2006) foi um dos mais ativos fanzineiros da cena alternativa brasileira, a partir da década de 80 do século passado – e até mesmo um dos precursores dos fanzines virtuais, na internet. Foi também músico da cena anarco-punk, sendo, desta forma, bastante conhecido no meio alternativo durante sua curta existência. Desenhista muito versátil e talentoso, produziu inúmeras HQs e cartuns, em variados estilos, de Moebius a Robert Crumb. Eu, como fanzineiro retardatário, tive breve contato com ele (através de algumas cartas) na década de 90 – um contato sempre respeitoso e cordial, mas que não prosperou porque, já naquela época, esse universo punk e ‘údi-grúdi’ já começava a me causar enfado. Por outro lado, tantos outros fanzineiros da época mantiveram firme amizade com Jamys e, como não poderia deixar de ser, até hoje reverenciam seu talento. É o caso do editor gaúcho Marcos Freitas, que acaba de lançar pelo selo Atomic Books uma edição especialíssima toda dedicada ao saudoso amigo, cuja obra é tema para o primeiro número da série Monstros dos Fanzines, uma polpuda edição com 132 páginas p&b em papel off-set (formato 21 cm x 15 cm), e capa colorida em papel couchê (por Félix Reiners), apresentando centenas de HQs e cartuns de Jamys, além de entrevista, artigo de Gazy Andrauss, posfácio de Henrique Magalhães, enfim, um tributo completíssimo, coisa de amigo do peito e admirador sincero – não por acaso temos um emotivo editorial escrito por Freitas. Um documento imprescindível, que pode ser apreciado mesmo por aqueles que, como eu, passam longe da ideologia punk, e saem correndo para algum abrigo nuclear ao ouvir o primeiro acorde de alguma música dos Ramones ou do Exploited. Pois temos de reconhecer o talento alheio, mesmo quando suas opiniões e visão de mundo sejam totalmente discrepantes da nossa. A propósito, lendo essa publicação fiquei indagando com meus botões, o que será que Jamys estaria pensando hoje em dia, com a cultura brasileira praticamente dominada pelo ideologia punk – e até mesmo a política, haja vista as marchas da maconha, das vadias, e da destruição urbana causada por black blocks, mídias ninjas, capilés e afins? Pergunto isso porque, analisando o trabalho de Jamys, constatei que ele mesmo observava esse universo com muito espírito crítico, e seu olhar não deixava escapar o ridículo disso tudo. Um motivo a mais para se conhecer a obra desse artista. Contato com o editor Marcos Freitas em mfreitas333@yahoo.com.br ou no blog www.fanzinequadritos.blogspot.com.br (JS)